Instituição

A AMFF pretende ser um projecto multifacetado, com oferta de diferentes tipos de música e de experiências artísticas, contribuindo para o gosto pela Música e pela sua prática, proporcionando vivências musicais a muitos jovens que não têm capacidade económica para tal, alargando públicos e dignificando o sistema educativo e a Música em geral e a Portuguesa em particular.
Mostrar mensagens com a etiqueta Festival Percursos da Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Festival Percursos da Música. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de julho de 2012

“A Galiza em Versão Popular e Jazz”


19 Julho| Largo Camões | 22h00

“A Galiza em Versão Popular e Jazz” | BANDA DE MÚSICA MUNICIPAL DE VALGA

Direção Musical | Manuel Touceda


PROGRAMA

I
TANGO para o TOREADOR
                            Herman Chr. Snijders

JESUS CRISTO SUPER STAR
                            Lloyd Webber / arr. Willy Hautvast
(seleção)

OS MISERÁVEIS
                            Claude-Michel Schonberg / Warren Barker

(seleção)
AIRES DO SAR 
                             Ricardo Noya
(passo doble-marcha)

II
NON CHORES SABELIÑA 
                            Gustav Freire Penelas
LA FLOR DE AZAHAR 
                            Gregory Fritze
PASSO DOBLE ANIVERSARIO 
                             Marcos Mato 



Manuel Villar Touceda nasceu en Valga (Pontevedra) em 1969 e com 15 anos passou a formar parte da Banda de Música Municipal de Padrón como trompetista. Estudou no Conservatório Superior de Santiago, no Conservatório Superior da Coruña, Madrid, Vigo. Teve aulas com os mestres Justino Prieto, José Vicente Simeo, José Ortí, Enrique Rioja e Benjamín Moreno. Estudou Pedagogia Musical com os mestres Tomás Rábanos, Ana Mª. Navarrete, Susa Herrera, Tomás Marco, Fernando Palacios e Jos Wuytack. Estudou Direção de Banda com Adám Ferrero e Henri Adams, Carlos Seráns, Jan Cober, Orquestração com Samuel Adler e Direção de Orquestra com Cristóbal Soler e Navarro Lara. Colaborou com as Banda de Vilagarcía, Banda da División Guzmán El Bueno (Sevilla), Banda Sinfónica de Galicia, Banda Municipal da Coruña, JONDE, Orquestra Sinfónica de Galicia, Orquestra e Coro de RTVE. Foi professor na Escola de Música Municipal Caldas de Reis, no Conservatório Superior de Música de Vigo e foi Presidente da Sociedade Cultural Banda de Música M. de Padrón. Na atualidade é o Diretor da Escola e Banda de Música Municipal de Valga, Vogal da Federação Galega de Bandas de Música Populares, Vocal de AGEMM, Professor de Música.

A origem da Banda de Música Municipal de Valga está intimamente ligada á Escola de Música de Valga, que desde 1996 com 50 alunos e 2 mestres, iniciou a formação musical dos jovens de Valga, atingindo já, em 1999, 130 alunos e 15 mestres. Graças a este êxito, começaram a desenvolver-se atividades como grupo coral, grupo de percussão, Big Band e a Banda de Música, que mais tarde daria lugar à Banda Xuvenil de Valga e à Banda Infantil de Valga onde se formam os futuros músicos deste agrupamento. O concerto de apresentação deste coletivo musical teve lugar no I Festival Letras Galegas do ano 1999, celebrado em Valga com grande êxito da crítica para, posteriormente, participar em numerosos festivais pela Galiza, ou fora dela: Luarca, León, Zamora, Palencia, Segovia, Tarragona, Madridejos (Toledo) ou Troviscal (Portugal). Entre as atividades anuais, cabe destacar o Acampamento Musical celebrado todos os verões desde 1999 nos mais diversos lugares: Allariz, Lugo, Portomarín, Luarca, León, Zamora, Palencia, Segovia, Tortosa, Badajoz, Alcalá de Henares e Bilbao. Outras das suas atividades são o ciclo de concertos com diretor convidado, gravações como a de Melodias Populares (2005) difundida na tournée por Bos Aires, a realização de intercâmbios musicais e a participação em festas populares. Em relação a prémios, obteve no Certame Provincial de Bandas de Música, Deputação de Pontevedra, o 3º prémio nos anos 2005 e 2009, 2º prémio nos anos 2006, 2010 e 2011 e 1º prémio e menção de honra no ano 2007; no Certame Galego de Bandas de Música, Junta de Galiza, obteve o 3º prémio nos anos 2008, 2010 e 2011, 1º prémio nos anos 2007 e 2009 e prémio de melhor interpretação de obra de temática galega no ano 2010; no Certame Zonal de Bandas de Música, Deputação de Pontevedra alcançou o 2º prémio no ano 2008 e 1º prémio nos anos 2009 e 2010. Fora da Galiza, recebeu, no I Certame Nacional Villa de Magallón (Aragón), no ano 2006, o 3º prémio e participou no IX Certame Internacional de Bandas de Aranda del Duero no ano 2007.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

“ Machina Lirica Duo”


18 Julho| Cooperativa LimaTerrae | 18h30

“ Machina Lirica Duo”, Programa Ibéria Mónica 
Streitová Flauta | Pedro Rodrigues Guitarra


PROGRAMA

- J. Vianna da Motta (1868/1948)
                                  3 Scenas Portuguezas op. 9 *

- Fernando Lopes Graça (1906/1994) 
                                  Melodias Rústicas, caderno IV

- J. Rodrigo (1901/1999) 
                                  Serenata al Alba del Dia

- E. Granados (1867/1916) 
                                  Danzas Españolas nº 2,4,5*

- M. de Falla (1876/1946) 
                                  Danza Española nº1 (de La Vida Breve) *
                                  (*- Transc.: Pedro Rodrigues) 


A criação do programa "Ibéria” teve origem no convite para a participação no renomado Festival Internacional "Colores Flamencos" OLOMOUC 2011 na República Checa. Do programa fazem parte composições originais de compositores portugueses e espanhóis para flauta e guitarra, assim como transcrições do guitarrista Pedro Rodrigues. Este músico, juntamente com a flautista Monika Streitová são os protagonistas de Machina Lírica Duo. O nome do grupo foi inspirado num poema de delicada beleza bizarra do poeta pós-surrealista português, Helbert Hélder. A combinação incomum das duas palavras reflete a natureza intrínseca do ideal estético do grupo – o músico como uma máquina com alma e espírito – e marca o padrão para a rigorosa escolha do repertório. A ideia central da dramaturgia do concerto baseia-se no objetivo de colocação no mesmo contexto de composições portuguesas e espanholas inspiradas pela cultura nacional dos dois países que durante vários séculos tiveram hegemonia no continente europeu e dominaram muitos povos em diversos continentes. A semelhança entre as duas línguas – portuguesa e espanhola, reflete-se também na música onde se pode encontrar elementos comuns, tais como: o senso da melodia e a ornamentação. Há, no entanto, muitas diversidades do carácter musical. As composições portuguesas respiram uma melancolia típica, têm uma elegância subtil e contém uma dimensão mais meditativa. Já as composições espanholas são mais dinâmicas pelo seu temperamento apaixonado. O subtexto lírico também está presente nestas, mas diferentemente e de uma forma bela. Ao colocá-las no mesmo contexto abre-se assim a possibilidade de comparar a miscelânea de semelhanças e de diferenças. O programa “Ibéria” tem uma grande variedade de cores, ritmos e cheiros. Reanima a poética do passado e permite reviver histórias esquecidas, e o ouvinte não precisa de debruçar-se sobre a questão de quem foi realmente o mérito no descobrimento do novo mundo.

Monika Streitová



A estreia do Machina Lirica Duo decorreu no prestigiado festival Musica Viva onde recebeu de imediato excelentes críticas tanto do público como da imprensa especializada: "Destaquem-se ainda os espetaculares intérpretes Monika Streitová (flauta) e Pedro Rodrigues (guitarra), que mostraram que a música contemporânea tem hoje em Portugal soberbos intérpretes à disposição." (Pedro Boléo, Jornal Público). Monika Streitová e Pedro Rodrigues executaram em estreia absoluta mais de 170 obras, muitas delas dedicadas a estes intérpretes. Tais obras abrangem diversas formações, de peças a solo, solo com eletrónica, duos, formações de música de câmara até concertos com orquestra. Apresentaram-se ainda, em solo ou em duo, em salas como Carnegie Hall de Nova Iorque, a Salle Cortot de Paris, National Concert Hall de Taipei, Ateneo de Madrid, Endler Hall de Cape Town, CCB, Casa da Música, Grande Auditório da Fundação Gulbenkian e ainda em festivais de música contemporânea como Festival de Outono de Varsóvia, Elektronische Frűhling (Viena), MÚSICA VIVA de Lisboa, Porto e Coimbra, MELOS-ETHOS, Bratislava Musical Festival, Forfest Kromeríz, Ostrava Days of New Music, Evenings of New Music Bratislava, Musica Iudaica Prague, NEW MUSIC MARATHON Prague, the International Festival of Contemporary Music in Krakow, Silesian Festival (Katowice), Festival de século XX e XXI, City of London festival, Festivais de Outono de Aveiro, Festival Internacional de Música Contemporânea de Salvador (Brasil), Colores Flamencos Olomouc, e ainda em duo gravaram para a Antena 2, RTP e Rádio Checa.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

“O Hábito não faz o Monge”


15 Julho | Teatro Diogo Bernardes | 16h30
“O Hábito não faz o Monge” por Companhia de Teatro Stranaidea

“IL COSTUME NON FA L’ATTORE” (O HÁBITO NÃO FAZ O MONGE) criação teatral coletiva inspirada no texto de EDUARDO DE FILIPPO “A ARTE DA COMÉDIA”, com figurinos e cenografia realizados nos ateliers artísticos da cooperativa, representa uma reflexão sobre o trabalho e função social do teatro, infelizmente nem sempre reconhecido, e sobretudo sobre a motivação que todos ao dias os leva ao prazer de estar em cena.

FICHA TÉCNICA

Direção de palco Maria Pia Schiavone, Daniela Mancini
Luz e som Giorgio Codias
Assistência de Direção Marcello Turco, Marco Fiorito
Guarda roupa e cenografia Agnieszka Zlewska, Casa di Zanzero, Artemista, Ser e Ser Bimbi.
Coreografia Valentina Gallo
Encenação Francisco Braz

ATORES

Elena Siciliano Bianca Morsiani
Marcello Turco Simona Cangialosi
Paolo Conti Maria Luscri
Carlo Marmo Giuseppe Bannino
Marco Fiorito Beatrice Ferlano
Martina Tazzara Raimondo Romanazzi
Gianpaolo Dell’Anna



Sediada Em Turim Itália a cooperativa social “STRANAIDEA” é uma Instituição que atende cidadãos com deficiência mental e multideficiência, com várias valências espalhadas um pouco por toda a cidade. Com uma forte componente artística e laboral esta instituição tem como principal preocupação a inclusão social dos clientes a quem presta apoio, quer na vertente artística, criando parcerias com artistas nacionais e estrangeiros e fomentando intercâmbios com instituições similares que tem como principal preocupação o desenvolvimento das capacidades artísticas das pessoas portadoras de deficiência assim como o seu reconhecimento publico e social, como também a integração laboral em áreas de formação profissional onde podem desenvolver e integrar empresas de prestação de serviços públicos. Com uma equipa jovem e entusiasta esta cooperativa tem ao longo do passado ano (20011) festejado com vários eventos os seus vinte e cinco anos de existência, tentando dar mais visibilidade às suas iniciativas artísticas e ao seu trabalho em prol da integração. Dentro destes festejos coube ao já existente atelier de expressão dramática o desafio de criar uma obra de teatro que de alguma forma fosse ao encontro da celebração e ao mesmo tempo dar a conhecer a qualidade artística dos elementos que o integram.

Tendo por base a inclusão estabeleceu uma parceria com a associação cultural” Teatro Orfeo”, também sediada em Turim com experiencia em trabalho comunitário, nas áreas do teatro e da dança, integrou alguns dos elementos da associação e convidou um encenador Português (Francisco Braz) com larga experiencia no campo e fundador do primeiro grupo português – CRINABEL TEATRO, integralmente formado por atores portadores de deficiência mental.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

“Com Dois Pianos”


11 Julho| Auditório da Academia de Música de Ponte de Lima | 18h30

“Com Dois Pianos” Edgar Cardoso | Nuno Marques


PROGRAMA

I

Claude Debussy (1862/1918) por Edgar Cardoso

- Danseuses de Delphes

- Voiles

- Le vent dans la plaine

- La fille aux cheveux de lin

- Ce qu'a vu le Vent d'Ouest

- La Cathédrale engloutie

II

Franz Liszt (1811/1886) por Nuno Marques

- Sonata em Si menor

Edgar Cardoso nasceu no Porto em 1992. Aluno de Sandra Meister, na Academia de Música de Vilar do Paraíso, prosseguiu estudos com Álvaro Teixeira Lopes. Atualmente conclui a Licenciatura em Música na Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Stuttgart (Alemanha), ao abrigo do programa ERASMUS, sob a orientação pianística de Friedemann Rieger, Nicholas Hodges e Andrzej Ratusinski. Na Universidade de Aveiro, ganhou quatro Prémios de Mérito e dois Prémios Universidade de Aveiro. Destacam-se, entre outros, alguns prémios obtidos em concursos de piano: Concurso Ibérico do Alto Minho (Melhor Interpretação da Peça Obrigatória em 2007, 2º prémio em 2008 e 2009, 1º em 2010); Concurso Marília Rocha (2º prémio em 2007, Prémio Marília Rocha e 3º prémio em 2009, 1º em 2010); Prémio «Helena Sá e Costa» do concurso interno da Academia de Música de Vilar do Paraíso; Concurso Luso-Espanhol de Fafe (1º prémio em 2008); Concurso Nacional de Piano de Coimbra (2º prémio em 2008, 1º em 2009); Concurso Internacional “Cidade do Fundão” (2º prémio em 2008, 1º em 2010); Concurso Santa Cecília (2º prémio em 2009, 1º em 2010); Concurso Nacional Paços Premium (1º prémio em 2009 e 2011) e Concurso Real Club Náutico de Vigo (finalista em 2011). Realizou recitais, como solista, em Portugal, Alemanha e Inglaterra, um concerto para piano com a Orquestra de Alcalá (Madrid), como pianista da orquestra BISYOC, Shropshire, Inglaterra. Em 2009, no curso Chetham's International Piano Summer School em Manchester, teve aulas com Peter Donohoe, Radoslav Kvapil, Joan Havill e John Gough e ainda gravou um CD. No curso PIANALE Piano Academy, em Schlitz (Alemanha), teve oportunidade de trabalhar com Joaquín Soriano, Uta Weyand, Akiko Ebi, Ralf Nattkemper e Friedemann Rieger. Executou a primeira audição moderna de obras de Miguel Ângelo Pereira. Estreou obras de Pedro Santos em Vila Praia de Âncora. Participou ativamente em diversas masterclasses com Álvaro Teixeira Lopes, Andrei Diev, Christopher Hinterhuber, Dmitry Alexeev, Luiz de Moura e Castro, Maria José Souza Guedes, Mário Laginha, Miguel Borges Coelho, Murray McLachlan, Philippe Cassard, Ratimir Martinović e Yuri Ananiev.


Nuno Silva Marques estudou no Centro de Cultura Musical com o professor José Alexandre Reis, com quem concluiu o curso de piano com a classificação máxima. Na Guildhall School of Music & Drama - Londres estudou com Artur Pizarro e Caroline Palmer e ingressou no Royal College of Music obtendo o título de Master in Performance com Niel Immelman em 2006. Os seus estudos foram apoiados pela União Europeia (DFes), Fundação Gulbenkian e pelos Amigos da Música- Centro Cultural S. Lourenço. Participou em cursos e masterclasses de piano com Irina Zaritzkaya, Joel Bello Soares, Pedro Burmester, Tsiala Kvernadze, Vitaly Margoulis e Lazar Berman; e música de câmara com Stefan Popov, Jean Jacques Balet, Takaks Quartet, Florestan Piano Trio, Bernard Greenhouse (Beaux Arts Piano Trio), Alexander Rudin, Toby Hoffman e Ilia Grubert. Foi membro fundador do Trio Vianna da Motta, formado em 2001, tendo gravado obras de Schumann, Haydn, El-Turk e Piazzolla para a editora Centro Atlântico. O Trio Vianna da Motta apresentou-se em público em várias cidades de Inglaterra e Portugal, onde atuaram para o Presidente da República e o Primeiro-Ministro. O Trio foi laureado no Prémio Jovens Músicos, edição 2003. Em 2007 fundou o Cadenza Trio com quem se apresentou em Portugal, Espanha e Suíça. Fez parte do ensemble Underground Contemporary Music com quem atuou em The Warehouse, Londres. Também é membro de Cre-art Project tendo colaborado com este grupo desde a sua criação e do Krater Ensemble. Apresentou-se a solo em várias cidades de Portugal, Inglaterra, Alemanha, Suíça e Espanha. Atuou em importantes auditórios como St-Martin-in-the-Fields (Londres) e festivais internacionais como a Quincena Musical Donostiarra ou Musikaste, San Sebastian (Espanha). Destacam-se também concertos a solo com a Orquestra Artave e a Orquestra do Norte. Atualmente desenvolve a sua carreira pedagógica no Conservatório do Porto, Companhia da Música em Braga e termina o seu 2º Mestrado em Ensino da Música na Universidade de Aveiro.

O Universo Brassens


10 Julho| Cooperativa LimaTerrae| 18h30

“O Universo Brassens”
Michel Sadanowsky Guitarra | Pedro Lamares Voz

 
MICHEL SADANOWSKY é filho de mãe francesa, antiga violinista e de pai russo. Descobre a guitarra aos 12 anos e a paixão por este instrumento vai marcar toda a sua vida. Em Paris, encontra os grandes mestres da guitarra clássica como Turibio Santos, Cacérès, Ponce e Lagoya. Trabalha novas concepções musicais com Schwartz, aluno de John Cage e com guitarristas da nova geração como John Williams, Roberto Aussel e Alvaro Pierri, Martinez-Zaraté e sobretudo Abel Carlevaro. Ganha o Concours International de Guitare de Paris. Começa nesse ano a sua carreira internacional e os contractos com grandes firmas como YAMAHA e SAVAREZ. Atualmente, partilha o seu tempo entre os concertos e a supervisão de uma colecção de obras, transcritas para guitarra, nas Éditons Billaudot. Editou, até aos dias de hoje, várias integrais de Bach e de Dowland e gravou vários cd’s, sozinho ou em trio. Apaixonado pelo flamenco, confiou o manuscrito da sua obra «Rayon vert», a primeira Suite flamenca escrita para guitarra, às Éditions Combre. Orienta regularmente estágios e master classes no Japão, China, Europa, Austrália e Estados Unidos da América, e criou o Stage International de Guitare en Côte Basque, que funciona em Biarritz, desde 1986. Participa em júris de inúmeros concursos internacionais e, de 1995 à 1998, dirigiu o Departamento de Guitarra da Escola Juan Pedro Carrero de Barcelona. A sua delicadeza, aliada a uma espantosa virtuosidade, fazem dele um artista de presença excecional.

PEDRO LAMARES é um ator português, natural do Porto. Estudou Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo, entre 1998 e 2001. Participou em representações de As Três Irmãs, de Tchekov, Tio Vânia, de Howard Barker, O Quebra Nozes, de Tchaikovsky, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado, Os Saltimbancos, de Chico Buarque, e Carmina Burana, de Carl Orff. Pertence ao coletivo Caixa Geral de Despojos, com o qual colabora nas Quintas de Leitura, espetáculos de poesia, música e performance no Teatro do Campo Alegre, desde 2003. Na televisão colaborou em várias produções da TVI, desde 2005, bem como da RTP e numa co-produção da RTP com a Rede Bandeirantes, gravada no Rio de Janeiro. Participou ainda nas curtas-metragens Supercolla, de David Bonneville (2000), e De alto e coração, de Clara de Oliveira (2008), na média-metragem Chapéu-de-chuva, de Diogo de Sousa (2008), na mini-série “República”, de Jorge Paixão da Costa, contracenando com Joaquim de Almeida (2010) e na longa metragem “O Desassossego”, de João Botelho (2010). Foi professor de Expressão Dramática no Colégio do Sardão, em Oliveira do Douro, entre 2004 e 2006. Colabora, desde 2010 com a Academia de Música Fernandes Fão e é responsável pelo projeto “Em Cena” nesta instituição.



O UNIVERSO BRASSENS
 
Georges Brassens ocupa um lugar de destaque não somente na canção, mas também na poesia francesas e influenciou toda uma geração de compositores e intérpretes de diversas nacionalidades. Este compositor de incontestável talento, que veio a tornar-se um indiscutível ícone da canção francesa e cuja extensa obra foi traduzida em quase todos os idiomas do planeta (inclusive em esperanto), é venerado até hoje não apenas por seus compatriotas, mas também por inúmeros estrangeiros (francofones ou não) que se deleitam com seu repertório cheio de verve e não-conformismo.

Brassens impôs um estilo e despertou no grande público o gosto pela poesia. As suas letras são verdadeiros poemas de incomparável valor literário e de um conteúdo profundamente humanístico. Embora tendo sido considerado “um trovador contemporâneo”, os temas abordados no conjunto de sua obra permanecerão sempre atuais, pois retratam nada mais, nada menos que a condição humana.

Georges Brassens nasceu aos 22 de outubro de 1921 na cidade francesa de Sète, porto do Mar Mediterrâneo. Logo percebe que a canção necessita de poesia e que precisará aperfeiçoar-se na arte poética. Tinha à sua disposição um tesouro imenso: cinco séculos de poesia francesa, desde François Villon (seu principal mestre, nascido em plena Idade Média) até seus contemporâneos Paul Fort e Aragon, passando por Lamartine, Victor Hugo e Verlaine.

A fama de Brassens na cultura francófona é enorme!. Quase todos os franceses são capazes de cantarolar uma dúzia de suas canções. Os seus personagens são tão conhecidos quanto os de La Fontaine. Georges Brassens construiu um teatro imaginário, atemporal, através do qual nos transmite uma filosofia humanista que hoje nos parece cada vez mais moderna. Refazia exaustivamente cada canção, até atingir a perfeição; para muitas de suas composições existem mais de 50 versões temporárias. Os seus temas são essenciais de todos os lugares e de todos os tempos: o amor, o passar do tempo, a morte, a amizade e, acima de tudo, a vida... A vida mais forte do que as guerras e as ideologias, do que o poder e o dinheiro, do que todo o conformismo.
Não conhecer Georges Brassens significa perder toda uma fase da cultura popular francesa do século XX e uma oportunidade única de mergulhar profundamente no patrimônio poético francês. E muito, muito prazer!

in Isabel Pinho