Instituição

A AMFF pretende ser um projecto multifacetado, com oferta de diferentes tipos de música e de experiências artísticas, contribuindo para o gosto pela Música e pela sua prática, proporcionando vivências musicais a muitos jovens que não têm capacidade económica para tal, alargando públicos e dignificando o sistema educativo e a Música em geral e a Portuguesa em particular.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

“Diálogo de Cordas”

5 Julho | Teatro Diogo Bernardes | 18h30
“Diálogo de Cordas”
Eliseu Silva Violino | Olga Amaro Piano




PROGRAMA
I
- C. Saint-Saens (1835/1921)
                       Introduction et Rondo Capriccioso op. 28
- F. Kreisler (1875/1962)
                       Liebesleid
- C. Debussy / J. Heifetz (1901/1987)
                       Beau Soir
- P. Tchaikovsky (1840/1893)
                       Valse-Scherzo op.23

II
- I. Albeniz (1860/1909) 
                       Tango op.165
- E. Granados / F. Kreisler (1875/1962) 
                       Danse Espagnole
- H. Villa-Lobos (1887/1959)
                       O Canto do Cisne Negro
- A. Piazzolla (1921/1992) 
                       Libertango
                       Milonga en re
                       Fracanapa
- C. Gardel (1887-1890?/1935)/ J. Williams 
                       Por una Cabeza


Eliseu Silva, natural do Porto, nasceu em 1983. Ingressou no Conservatório de Música do Porto, na classe de violino do Prof. José Paulo Jesus. Licenciou-se na ESMAE com classificação máxima na classe do professor Radu Ungurano. Estudou paralelamente com Prof. Valentin Stefanov. Realizou Pós-Graduação em Performance e Mestrado em Pedagogia e em Ensino de Música, na Universidade de Aveiro. Atualmente, é doutorando no Curso de Música e Musicologia, vertente de Interpretação, na Universidade de Évora.
Obteve diversos prémios e galardoes nos concursos "Júlio Cardona" (Covilhã) e Prémio Jovens Músicos - Rádio Difusão Portuguesa, assim como no Concurso Superior de Interpretação do Estoril, Concurso de Cordas da Yamaha Music Foundation Of Europe e Concurso Helena Sá e Costa, Prémio Engº António de Almeida, Prémio Rotary Club Porto e Concurso Internacional de violino José Augusto Alegria. Em Março de 2005 obteve a Bolsa de Mérito do I.P.P Instituto Politécnico do Porto. Foi convidado pelo professor Uwe-Martin Heiberg para integrar a sua classe na Hochschule Fur Musik Hanns Eisler Berlin.
Em 2003 foi o primeiro violinista português a ser membro da GUSTAV MAHLER JUGEND ORCHESTER(GMJO), para uma Easter Tour na Suiça e no Japão com Pierre Boulez. Apresentou-se a Solo com variadas orquestras e agrupamentos musicais como a Orquestra de Câmara do Conservatório Música do Porto, Sinfonieta da ESMAE, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Académica do Porto, Ensemble Música Esperança e Lusitanæ Ensemble, Orquestra do Vale do Sousa, desempenhando em muitas destas o cargo de concertino e como solista Fez vários recitais pelo país e no estrangeiro, a solo e com piano. Destacam-se os mais recentes, realizados em Bucareste e Constanza (2011) com a pianista Olga Amaro e, ainda, concertos inseridos nos Festivais de Outono em Aveiro, Festival de Cascais, Ponte de Lima, Vila Real e Bragança. Orientou várias Master-Classes em Aveiro, Porto e Maia. Como repercussão do seu trabalho de Mestrado dirige e coordena um projecto de cariz social, envolvendo o Curso de Musica Silva Monteiro Câmara do Porto, o Ministério da Educação, a Bial e o BPI em que tem a orquestra como instrumento dinamizador.

Olga Amaro é diplomada pela Universidade de Stellenbosch, integrando durante anos a classe da pianista Nina Schumann, com quem concluiu em 2008 o grau de Mestre em Piano Performance cum laude. Ao longo do seu percurso musical foi aluna de Eugénia Moura (AMFF) e Constantin Sandu (ESMAE) formando-se paralelamente com músicos como Helena Sá e Costa, Sequeira Costa, Vladimir Viardo, Konstantin Sherbakov, Alexei Lubimov, entre outros.
Detentora de vários prémios a nível nacional e internacional, entre eles o 1º Prémio no Concurso Nacional Florinda Santos (1996), Mabel Quick Competition e o 1º Prémio na Categoria de Ensemble do ATKV-Muziq Competition (Pretória, África do Sul), Olga Amaro é uma presença regular como solista e músico de câmara, tendo realizado concertos em Portugal, Espanha, Roménia, África do Sul e Moçambique.
De 1997 a 2003 foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo também recebido o Prémio Lions Clube e a Bolsa de Mérito do Instituto Politécnico do Porto (2002). Em Outubro de 2011 foi laureada com o Prémio de Melhor Pianista do 5º Concurso de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa. Presentemente ocupa o cargo de pianista acompanhadora da AMFF.

terça-feira, 26 de junho de 2012

“Viagem a Buenos Aires” - Concerto encenado


4 e 6 de Julho | Teatro Diogo Bernardes | 21h30
“Viagem a Buenos Aires” - Concerto encenado
Marina Pacheco & Olga Amaro
Conceção - Marina Pacheco, Olga Amaro e Pedro Lamares



Encenação e Dramaturgia - Pedro Lamares
Luz - Pedro Cabral
Fotografia - António Carlos Matos
Som - Inês Lamares
Figurino - Elisabete Castro

CO-produção - Marina Pacheco & Olga Amaro / Em Cena (AMFF)
Interpretação
Voz - Marina Pacheco
Piano - Olga Amaro
Violino - Carlos Pinto da Costa
Violoncelo - Nuno Cruz
Poemas ditos - Pedro Lamares


Quando pensamos em Tango, pensamos quase inevitavelmente num homem e numa mulher. Num vestido vermelho que revela as pernas em meias rendadas. Numa rosa na boca, se quisermos ir ao limite do lugar-comum. Em suma, pensamos na expressão da sensualidade, num belíssimo jogo de sedução. Numa iminência latente que lembra o cinema, quando a cena é cortada no auge da tensão erótica para uma elipse de tempo, porque é já claro para o espetador o que aconteceu entretanto. Se é verdade que, na arte como na vida, a “sugestão” preserva uma sensualidade e elegância que normalmente a “exposição” acaba por desmistificar, não é menos verdade dizer que o Tango nem sempre foi tão elegante e contido. Tão conveniente aos nossos padrões sociais europeus.
Nascido nas zonas portuárias de Buenos Aires e Montevideo em pleno séc. XIX, era dançado inicialmente entre homens, por vezes como expressão bélica, de faca na mão, em disputa por um “engate”, um “estatuto” ou por outros desacatos. Segundo se sabe, terá nascido entre os marinheiros alemães e a população local, com a música que por ali se fazia. Só depois começou a ser dançado em pares mistos, nos prostíbulos. Em todo caso, é inequívoco que o Tango nasceu entre os marinheiros que desembarcavam nas margens do Rio de Prata em busca de algo mais do que mantimentos e descanso. Décadas mais tarde começou, a custo, a ser aceite e dançado pelas classes mais altas até ser “importado” pela sociedade parisiense e definitivamente disseminado pela Europa e resto do mundo. Hoje é Património Imaterial da Humanidade, designado pela UNESCO.
Fruto das viagens e dos marinheiros, nasceu na América do Sul e tornou-se, ele próprio, pela sua riqueza e simbologia, a embarcação que leva a bandeira da cultura argentina pelo o mundo, tendo sido responsável por nos dar a conhecer músicos como Astor Piazzolla e Carlos Gardel. Hoje, é indissociável do nosso imaginário de Buenos Aires. O Tango traz-nos a Argentina, como a Bossa Nova nos leva ao Brasil e Hollywood nos traz os Estados Unidos. Porque a arte não só viaja como nos ensina a viajar.
Só se pode ver bem com o coração. O essencial é Invisível aos olhos, escreveu Saint-Éxupery. Foi assim que quisemos olhar o Tango, nesta viagem. Sem a pretensão de contar a sua história, sem o delírio de pretender estar lá, estando cá. Focando na identificação em detrimento da ilustração. Cerrando os olhos para aprender a olhar. E sentimos o fado muito próximo. Talvez porque “O Tango é um sentimento triste que se pode dançar”, segundo Discépolo, poeta Argentino.
O espetáculo é uma viagem musical, poética e fotográfica pelo nosso imaginário, partindo de Portugal, com escala em Cabo Verde e no Brasil, destino a Buenos Aires, que pode ser qualquer lugar dentro de nós. Daqueles que nos trazem memórias de coisas que não vivemos, pelo menos de forma consciente. Procuramos a tal “iminência”. A “sugestão”. A “elipse” entre pensar em ir e já lá estar. O “quase” que tantas vezes somos e a “saudade” que dizemos que somos e tantas vezes não sabemos bem de quê...

Pedro Lamares

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Festival Percursos da Música 2012


O Festival “Percursos da Música 2012” continua, na senda das edições anteriores, a privilegiar a abordagem multidisciplinar que o distingue dos restantes festivais de música tradicionais. Conscientes de que a formação de públicos é fulcral para o incremento da cultura na região e no país, os programas são criteriosamente selecionados para a maior parte da população e não para nichos específicos de mercado. Com a chancela da Academia de Música Fernandes Fão e da Academia de Música de Ponte de Lima, em parceria com o Teatro Diogo Bernardes e patrocinado integralmente pelo Município de Ponte de Lima, os artistas participantes possuem uma vitalidade notável e uma projeção nacional e internacional, mesmo no caso dos mais jovens. A vertente pedagógica é, também, uma constante! Assim, a inclusão de alunos da AMFF/AMPTL tem como principal objetivo torná-los, no futuro e independentemente da profissão a escolher, profissionais competentes, cultos, criativos, flexíveis de pensamento e socialmente intervenientes. Como disse o professor Agostinho da Silva, grande referência da cultura portuguesa como filósofo, poeta e ensaísta, devemos ajudar os alunos a serem simultaneamente “soldados” e “poetas”.
A música e a vida são construídas com memórias físicas, mentais e sensoriais. Ouvir música implica analisar, individualmente, as diferentes componentes musicais e, simultaneamente, ter a sua perceção global, numa experiência artística do espírito e dos sentimentos. E essas experiências serão muito intensas desde o espetáculo de abertura do Festival, “Viagem a Buenos Aires”, até ao encerramento com a ópera “O Melhor dos Mundos Possíveis”, com texto em português e numa adaptação de “Candide” de Voltaire e música do espantoso compositor americano Leonard Bernstein! A vários recitais de piano, violino, flauta, guitarra clássica e guitarra portuguesa juntar-se-ão outras manifestações, como animação de rua com ensemble de cordas, de sopros e música da Galiza, teatro “O Hábito não faz o Monge”, dança com a “Jangada de Pedra” e Indie rock com “Mazgani”. À semelhança dos outros anos, o Festival espalhar-se-á por toda a vila, desde o auditório da Academia de Música e Teatro Diogo Bernardes, passando pelo Largo Camões, Largo da Picota e Loja Rural – antiga Cadeia das Mulheres.
Estamos certos que os espetáculos serão enriquecedores e inesquecíveis para aqueles que quiserem ter o privilégio de estar presentes. Como dizia o escritor Aldous Huxley, a música é aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível … Sintam e vivam!!!

A Diretora Artística
Eugénia Moura

Concerto da Classe de Análise e Técnicas de Composição


No próximo dia 29 de Junho de 2012, vai decorrer o Concerto da Classe de Análise e Técnicas de Composição, pelas 21h00, no Auditório da Academia de Música Fernandes Fão - Ponte de Lima.
Durante o concerto vão ser interpretadas peças escritas pelos próprios alunos(1º, 2º e 3º ano de ATC), peças essas que serão executadas por professores da AMFF. 
Não perca a oportunidade de poder apreciar as criações destes jovens alunos.

PROGRAMA

Catarina Pinto
(1º): Paraíso perdido
Int.: Sofia Rego (Flauta).


Rui Barrocas (1º): A liberdade confiscada

Int.: Ana Pereira (Violino).


Joana Martins (1º): Último instante

Int.: Isabel Pereira (Oboé).


Tiago Lima (1º): Areia Negra

Int.: Tina van den Geest (Saxofone Alto).


Mariana Pais (2º): Derradeira Epístola

-4 Variações sobre o D. Giovanni de Mozart

Int.: Ana Pereira (Violino), Sónia Correia (Violino), Eva Neiva (Violeta), Estefánia Fernandes (Violoncelo) e Jaime Alvarez (Contrabaixo).


André Silva (2º): Amor suicida

Int.: Tina van den Geest (Saxofone Alto), Romeu Costa (Saxofone Barítono) e Edixon Silva (Trombone).


Frederico Silva (2º): Revolta do Silêncio

Int.: Ana Pereira (Violino), Eva Neiva (Violeta), Nuno Cruz (Violoncelo).


Teresa Fão (2º): Contraponto ilegal

3. Pecado

Int.: Sofia Rego (Flauta), Paulo Barbosa (Clarinete), Estefánia Fernandes (Violoncelo) e Jaime Alvarez (Contrabaixo).


Fernanda Cunha (3º): Variações sobre um tema de Mozart

-Tema e 6 Variações

Int.: Sofia Rego (Flauta), Isabel Pereira (Oboé), Paulo Barbosa (Clarinete) e Ilda Meira (Fagote).


Nelson Fernandes (3º): O Jornal do dia

-Apresentação e 5 secções

Nota: Estreia adiada


Rudesindo Soutelo (Prof.): O anel de Giges

3. Diabólico

Int.: Gaspar Lima (Clarinete).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

VIAGEM A BUENOS AIRES

VIAGEM A BUENOS AIRES
4 e 6 de Julho :: 21H30
Concerto encenado
Marina Pacheco & Olga Amaro


Concepção - Marina Pacheco, Olga Amaro e Pedro Lamares
Encenação e Dramaturgia - Pedro Lamares
Luz - Pedro Cabral
Fotografia - António Carlos Matos
Som - Inês Lamares
Figurino - Elisabete Castro
CO-produção - Marina Pacheco & Olga Amaro / Em Cena (AMFF)

Interpretação
Voz - Marina Pacheco
Piano - Olga Amaro
Violino - Carlos Pinto da Costa
Violoncelo - Nuno Cruz
Poemas ditos - Pedro Lamares


“queria ser marinheiro
correr mundo com as mãos abertas ao rumo das aves costeiras
(...)
levaria na bagagem a sonolenta canção dos ventos
(...)
às vezes... quando acordava
era porque tínhamos chegado
ficava a bordo encostado às amuradas
(...)
se descesse a terra encontrar-te-ia... tinha a certeza
(...)
mas ficava preso ao navio... hipnotizado
com o coração em desordem
(...)
há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu
como seriam felizes as mulheres à beira-mar
debruçadas para a luz caiada
(...)
espiando o mar
e a longitude do amor embarcado”

Excertos de SALSUGEM - Al Berto


Preços:

Plateia e Frisas de 1ª de Frente 5,00 Euros
Frisas de 2ª de Frente 3,50 Euros
Frisas de 3ª e Laterais 1,50 Euros

Reservas de Bilhetes: Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Iº Concurso Nacional de Sopros do Alto Minho - 2012

Terminou o I º Concurso Nacional de Sopros do Alto Minho que decorreu de 16 a 19 de Junho, 2012.
Este concurso teve um elevado nível e os concorrentes estão de parabéns.
Os resultados foram os seguintes:

CLASSE A
João Carneiro - 3ºprémio - Trombone
João Mirra - 2ºprémio – Clarinete
CLASSE B
Ricardo Menezes - 3ºprémio - Trompa
Luis Grego - 2ºprémio ex-aequo - Clarinete
Sara Oliveira - 2ºprémio ex-aequo - Clarinete
Dora Capela - 1ºprémio ex-aequo - Trompete
Pedro Moreira - 1ºprémio ex-aequo – Oboé
CLASSE C
Bruna Moreira - 3ºprémio - Clarinete    
Filipe Machado  - 2ºprémio ex-aequo - Clarinete       
Pedro Martins  - 2ºprémio ex-aequo - Trompa
CLASSE D
João Oliveira - 3ºprémio  - Trompete              
Hélder Matos - 2ºprémio - Trompa       
Cândida Nunes - 1ºprémio - Fagote

Para ver as fotografias poderá consultar
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.430404450332739.101521.100000895645455&type=3

domingo, 17 de junho de 2012

Dia da Música

A Academia de Música Fernandes Fão, para comemoração do dia da Música, vai promover o Music Open Day, no próximo dia 23 de Junho em Caminha. A população poderá assistir, ao longo do dia, a atuações de vários grupos de câmara na Praça Conselheiro Silva Torres e Praça Calouste Gulbenkian. Venham desfrutar de um bom momento de música que tão importante se torna nestes momentos difíceis. Professores e alunos estarão lá para lhes darem as boas vindas e partilharem o seu universo sonoro.