Instituição

A AMFF pretende ser um projecto multifacetado, com oferta de diferentes tipos de música e de experiências artísticas, contribuindo para o gosto pela Música e pela sua prática, proporcionando vivências musicais a muitos jovens que não têm capacidade económica para tal, alargando públicos e dignificando o sistema educativo e a Música em geral e a Portuguesa em particular.

terça-feira, 3 de julho de 2012

“Guitarras em Palco”


13 Julho| Cooperativa LimaTerrae | 18h30

“Guitarras em Palco”
 

O Ensemble de Guitarras da Academia de Música Fernandes Fão/Academia de Música de Ponte de Lima apresenta-se frequentemente em concerto, com formações que vão desde dois até nove elementos. O seu repertório é eclético, motivante para os seus elementos e para o público a quem se abrangem.

O Ensemble é constituído por docentes e alunos dos 8 aos 16 anos e o programa é adequado aos diferentes níveis de cada participante. Desde há dois anos, realizam um intercâmbio trimestral com as instituições “Companhia da Música” de Braga e Academia de Música de Barcelos, com concertos, por período, em cada uma das localidades – Ponte de Lima, Braga e Barcelos – em edifícios de grande nobreza e, quase sempre, património nacional. A última atuação foi no “Music Open Day”, no Largo Conselheiro Silva Torres de Caminha, a 23 de Junho, na comemoração do Dia da Música.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

“Com Dois Pianos”


11 Julho| Auditório da Academia de Música de Ponte de Lima | 18h30

“Com Dois Pianos” Edgar Cardoso | Nuno Marques


PROGRAMA

I

Claude Debussy (1862/1918) por Edgar Cardoso

- Danseuses de Delphes

- Voiles

- Le vent dans la plaine

- La fille aux cheveux de lin

- Ce qu'a vu le Vent d'Ouest

- La Cathédrale engloutie

II

Franz Liszt (1811/1886) por Nuno Marques

- Sonata em Si menor

Edgar Cardoso nasceu no Porto em 1992. Aluno de Sandra Meister, na Academia de Música de Vilar do Paraíso, prosseguiu estudos com Álvaro Teixeira Lopes. Atualmente conclui a Licenciatura em Música na Staatliche Hochschule für Musik und Darstellende Kunst Stuttgart (Alemanha), ao abrigo do programa ERASMUS, sob a orientação pianística de Friedemann Rieger, Nicholas Hodges e Andrzej Ratusinski. Na Universidade de Aveiro, ganhou quatro Prémios de Mérito e dois Prémios Universidade de Aveiro. Destacam-se, entre outros, alguns prémios obtidos em concursos de piano: Concurso Ibérico do Alto Minho (Melhor Interpretação da Peça Obrigatória em 2007, 2º prémio em 2008 e 2009, 1º em 2010); Concurso Marília Rocha (2º prémio em 2007, Prémio Marília Rocha e 3º prémio em 2009, 1º em 2010); Prémio «Helena Sá e Costa» do concurso interno da Academia de Música de Vilar do Paraíso; Concurso Luso-Espanhol de Fafe (1º prémio em 2008); Concurso Nacional de Piano de Coimbra (2º prémio em 2008, 1º em 2009); Concurso Internacional “Cidade do Fundão” (2º prémio em 2008, 1º em 2010); Concurso Santa Cecília (2º prémio em 2009, 1º em 2010); Concurso Nacional Paços Premium (1º prémio em 2009 e 2011) e Concurso Real Club Náutico de Vigo (finalista em 2011). Realizou recitais, como solista, em Portugal, Alemanha e Inglaterra, um concerto para piano com a Orquestra de Alcalá (Madrid), como pianista da orquestra BISYOC, Shropshire, Inglaterra. Em 2009, no curso Chetham's International Piano Summer School em Manchester, teve aulas com Peter Donohoe, Radoslav Kvapil, Joan Havill e John Gough e ainda gravou um CD. No curso PIANALE Piano Academy, em Schlitz (Alemanha), teve oportunidade de trabalhar com Joaquín Soriano, Uta Weyand, Akiko Ebi, Ralf Nattkemper e Friedemann Rieger. Executou a primeira audição moderna de obras de Miguel Ângelo Pereira. Estreou obras de Pedro Santos em Vila Praia de Âncora. Participou ativamente em diversas masterclasses com Álvaro Teixeira Lopes, Andrei Diev, Christopher Hinterhuber, Dmitry Alexeev, Luiz de Moura e Castro, Maria José Souza Guedes, Mário Laginha, Miguel Borges Coelho, Murray McLachlan, Philippe Cassard, Ratimir Martinović e Yuri Ananiev.


Nuno Silva Marques estudou no Centro de Cultura Musical com o professor José Alexandre Reis, com quem concluiu o curso de piano com a classificação máxima. Na Guildhall School of Music & Drama - Londres estudou com Artur Pizarro e Caroline Palmer e ingressou no Royal College of Music obtendo o título de Master in Performance com Niel Immelman em 2006. Os seus estudos foram apoiados pela União Europeia (DFes), Fundação Gulbenkian e pelos Amigos da Música- Centro Cultural S. Lourenço. Participou em cursos e masterclasses de piano com Irina Zaritzkaya, Joel Bello Soares, Pedro Burmester, Tsiala Kvernadze, Vitaly Margoulis e Lazar Berman; e música de câmara com Stefan Popov, Jean Jacques Balet, Takaks Quartet, Florestan Piano Trio, Bernard Greenhouse (Beaux Arts Piano Trio), Alexander Rudin, Toby Hoffman e Ilia Grubert. Foi membro fundador do Trio Vianna da Motta, formado em 2001, tendo gravado obras de Schumann, Haydn, El-Turk e Piazzolla para a editora Centro Atlântico. O Trio Vianna da Motta apresentou-se em público em várias cidades de Inglaterra e Portugal, onde atuaram para o Presidente da República e o Primeiro-Ministro. O Trio foi laureado no Prémio Jovens Músicos, edição 2003. Em 2007 fundou o Cadenza Trio com quem se apresentou em Portugal, Espanha e Suíça. Fez parte do ensemble Underground Contemporary Music com quem atuou em The Warehouse, Londres. Também é membro de Cre-art Project tendo colaborado com este grupo desde a sua criação e do Krater Ensemble. Apresentou-se a solo em várias cidades de Portugal, Inglaterra, Alemanha, Suíça e Espanha. Atuou em importantes auditórios como St-Martin-in-the-Fields (Londres) e festivais internacionais como a Quincena Musical Donostiarra ou Musikaste, San Sebastian (Espanha). Destacam-se também concertos a solo com a Orquestra Artave e a Orquestra do Norte. Atualmente desenvolve a sua carreira pedagógica no Conservatório do Porto, Companhia da Música em Braga e termina o seu 2º Mestrado em Ensino da Música na Universidade de Aveiro.

O Universo Brassens


10 Julho| Cooperativa LimaTerrae| 18h30

“O Universo Brassens”
Michel Sadanowsky Guitarra | Pedro Lamares Voz

 
MICHEL SADANOWSKY é filho de mãe francesa, antiga violinista e de pai russo. Descobre a guitarra aos 12 anos e a paixão por este instrumento vai marcar toda a sua vida. Em Paris, encontra os grandes mestres da guitarra clássica como Turibio Santos, Cacérès, Ponce e Lagoya. Trabalha novas concepções musicais com Schwartz, aluno de John Cage e com guitarristas da nova geração como John Williams, Roberto Aussel e Alvaro Pierri, Martinez-Zaraté e sobretudo Abel Carlevaro. Ganha o Concours International de Guitare de Paris. Começa nesse ano a sua carreira internacional e os contractos com grandes firmas como YAMAHA e SAVAREZ. Atualmente, partilha o seu tempo entre os concertos e a supervisão de uma colecção de obras, transcritas para guitarra, nas Éditons Billaudot. Editou, até aos dias de hoje, várias integrais de Bach e de Dowland e gravou vários cd’s, sozinho ou em trio. Apaixonado pelo flamenco, confiou o manuscrito da sua obra «Rayon vert», a primeira Suite flamenca escrita para guitarra, às Éditions Combre. Orienta regularmente estágios e master classes no Japão, China, Europa, Austrália e Estados Unidos da América, e criou o Stage International de Guitare en Côte Basque, que funciona em Biarritz, desde 1986. Participa em júris de inúmeros concursos internacionais e, de 1995 à 1998, dirigiu o Departamento de Guitarra da Escola Juan Pedro Carrero de Barcelona. A sua delicadeza, aliada a uma espantosa virtuosidade, fazem dele um artista de presença excecional.

PEDRO LAMARES é um ator português, natural do Porto. Estudou Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo, entre 1998 e 2001. Participou em representações de As Três Irmãs, de Tchekov, Tio Vânia, de Howard Barker, O Quebra Nozes, de Tchaikovsky, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado, Os Saltimbancos, de Chico Buarque, e Carmina Burana, de Carl Orff. Pertence ao coletivo Caixa Geral de Despojos, com o qual colabora nas Quintas de Leitura, espetáculos de poesia, música e performance no Teatro do Campo Alegre, desde 2003. Na televisão colaborou em várias produções da TVI, desde 2005, bem como da RTP e numa co-produção da RTP com a Rede Bandeirantes, gravada no Rio de Janeiro. Participou ainda nas curtas-metragens Supercolla, de David Bonneville (2000), e De alto e coração, de Clara de Oliveira (2008), na média-metragem Chapéu-de-chuva, de Diogo de Sousa (2008), na mini-série “República”, de Jorge Paixão da Costa, contracenando com Joaquim de Almeida (2010) e na longa metragem “O Desassossego”, de João Botelho (2010). Foi professor de Expressão Dramática no Colégio do Sardão, em Oliveira do Douro, entre 2004 e 2006. Colabora, desde 2010 com a Academia de Música Fernandes Fão e é responsável pelo projeto “Em Cena” nesta instituição.



O UNIVERSO BRASSENS
 
Georges Brassens ocupa um lugar de destaque não somente na canção, mas também na poesia francesas e influenciou toda uma geração de compositores e intérpretes de diversas nacionalidades. Este compositor de incontestável talento, que veio a tornar-se um indiscutível ícone da canção francesa e cuja extensa obra foi traduzida em quase todos os idiomas do planeta (inclusive em esperanto), é venerado até hoje não apenas por seus compatriotas, mas também por inúmeros estrangeiros (francofones ou não) que se deleitam com seu repertório cheio de verve e não-conformismo.

Brassens impôs um estilo e despertou no grande público o gosto pela poesia. As suas letras são verdadeiros poemas de incomparável valor literário e de um conteúdo profundamente humanístico. Embora tendo sido considerado “um trovador contemporâneo”, os temas abordados no conjunto de sua obra permanecerão sempre atuais, pois retratam nada mais, nada menos que a condição humana.

Georges Brassens nasceu aos 22 de outubro de 1921 na cidade francesa de Sète, porto do Mar Mediterrâneo. Logo percebe que a canção necessita de poesia e que precisará aperfeiçoar-se na arte poética. Tinha à sua disposição um tesouro imenso: cinco séculos de poesia francesa, desde François Villon (seu principal mestre, nascido em plena Idade Média) até seus contemporâneos Paul Fort e Aragon, passando por Lamartine, Victor Hugo e Verlaine.

A fama de Brassens na cultura francófona é enorme!. Quase todos os franceses são capazes de cantarolar uma dúzia de suas canções. Os seus personagens são tão conhecidos quanto os de La Fontaine. Georges Brassens construiu um teatro imaginário, atemporal, através do qual nos transmite uma filosofia humanista que hoje nos parece cada vez mais moderna. Refazia exaustivamente cada canção, até atingir a perfeição; para muitas de suas composições existem mais de 50 versões temporárias. Os seus temas são essenciais de todos os lugares e de todos os tempos: o amor, o passar do tempo, a morte, a amizade e, acima de tudo, a vida... A vida mais forte do que as guerras e as ideologias, do que o poder e o dinheiro, do que todo o conformismo.
Não conhecer Georges Brassens significa perder toda uma fase da cultura popular francesa do século XX e uma oportunidade única de mergulhar profundamente no patrimônio poético francês. E muito, muito prazer!

in Isabel Pinho